O mercado imobiliário em 2026 promete boas perspectivas, com expectativa de queda gradual das taxas de juros e inflação mais controlada, fatores que devem impulsionar a compra e venda de imóveis. No entanto, o comportamento do consumidor mudou: hoje, sustentabilidade, qualidade de vida e funcionalidade influenciam diretamente as decisões de compra.
Neste artigo, exploramos as principais tendências do mercado imobiliário em 2026 e como elas impactam o jeito de morar em grandes cidades brasileiras.
Vale a pena investir em imóveis em 2026?
No primeiro semestre do ano, o crédito habitacional deve seguir pressionado devido aos juros elevados e à possível tributação das LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), encarecendo financiamentos e contratos longos. Isso pode provocar uma alta nos aluguéis e uma retração temporária nas compras de imóveis.
No entanto, com a expectativa de cortes na Selic ao longo do ano, a demanda represada deve aquecer o mercado, valorizando regiões estratégicas e oferecendo oportunidades seguras para compradores e investidores no setor residencial e comercial.
Tendências do Mercado Imobiliário 2026 que merecem atenção
1. Imóveis multifuncionais e compactos seguem em alta
Plantas inteligentes, ambientes integrados e espaços que fazem mais com menos já são destaque de demanda entre os novos consumidores.
Os imóveis multifuncionais atendem a um estilo de vida mais dinâmico, no qual morar, trabalhar e viver bem precisam coexistir no mesmo espaço. A busca por unidades compactas, bem planejadas e com alta eficiência de uso cresce entre profissionais liberais, pequenos empresários e investidores atentos à liquidez e à valorização dos ativos.
Na prática, essa tendência já se reflete em empreendimentos que priorizam studios e apartamentos compactos, com foco em funcionalidade e adaptação ao estilo de vida urbano contemporâneo. A Porte atua nesse modelo com projetos que valorizam integração de espaços, praticidade e uso inteligente da metragem.
2. Espaços corporativos e coworking se complementam
O trabalho híbrido consolidou uma nova lógica de ocupação dos espaços. Em vez de competir, espaços corporativos e coworking passam a se complementar dentro dos empreendimentos.
A demanda por projetos que integrem áreas residenciais e corporativas segue em crescimento, impulsionada tanto pelo incentivo ao trabalho presencial quanto pela flexibilidade do home office. Empreendimentos que oferecem coworking, áreas compartilhadas e infraestrutura adequada se tornam mais atrativos para compradores, locatários e investidores.
Em 2026, espaços corporativos e residenciais não competem entre si, eles se complementam. Projetos que integram moradia, trabalho e serviços geram mais conveniência, reduzem deslocamentos e aumentam a atratividade do imóvel tanto para compra quanto para locação.
3. Sustentabilidade impacta diretamente a valorização dos imóveis
A sustentabilidade deixou de ser apenas um discurso e se tornou um critério concreto de decisão. Imóveis com certificações LEED e AQUA apresentam maior atratividade, melhor eficiência energética e menor custo operacional ao longo do tempo.
Consumidores e investidores estão dispostos a pagar mais por projetos sustentáveis, não apenas por consciência ambiental, mas pela lógica econômica envolvida. Sustentabilidade, tecnologia e eficiência caminham juntas no mercado imobiliário de 2026.
4. Descentralização urbana cria novas oportunidades de investimento
Segundo dados do IDI Brasil, a descentralização dos grandes centros urbanos segue como uma das principais tendências imobiliárias. Regiões antes consideradas secundárias passam a ganhar protagonismo com novos polos de trabalho, lazer e serviços.
Novas centralidades urbanas surgem como alternativa às regiões já saturadas, redistribuindo espaços de moradia, trabalho e convivência.
Em São Paulo, esse processo já se materializa em novos eixos urbanos. O Eixo Platina, por exemplo, representa a criação de uma nova centralidade, contribuindo para a descentralização das atividades econômicas e dos espaços de convivência de áreas historicamente mais pressionadas da cidade.
Esse movimento amplia as oportunidades para investidores que buscam regiões com potencial de valorização, melhor infraestrutura urbana e crescimento sustentável no médio e longo prazo.
Um checklist estratégico para 2026
Para quem deseja tomar decisões mais seguras no mercado imobiliário em 2026, algumas direções ficam claras:
- Aposte em projetos multifuncionais
- Avalie empreendimentos que integrem residencial e coworking
- Valorize projetos sustentáveis e certificados
- Observe oportunidades além das regiões já saturadas
Para investidores e compradores que buscam fazer melhores negócios, o mercado imobiliário em 2026 exige atenção às novas tendências de consumo. Tomar decisões estratégicas e bem fundamentadas permitirá aproveitar oportunidades seguras garantindo retornos consistentes e alinhados ao perfil de cada investidor ou comprador.