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O setor imobiliário da Zona Leste paulistana está passando por uma verdadeira transformação com a chegada de novos empreendimentos de alto padrão, complexos modernos com hotelaria, residências e lazer, além da recente inauguração do edifício mais alto da cidade.

A “ZL”, como é conhecida, foi a segunda região da cidade com o maior volume de lançamentos: 1,9 mil unidades, a maioria de um dormitório, ficando atrás apenas da Zona Oeste, segundo o Secovi-SP.

Um dos lançamentos é o chamado Eixo Platina, conjunto de 11 edificações distribuídas por três quilômetros, paralelo à Radial Leste, a mais importante da região. Os empreendimentos da Porte Engenharia e Urbanismo ficam entre as estações de metrô Vila Carrão e Belém. São R$ 3 milhões em investimento.


Crona 665: lajes corporativas atendem às empresas que buscam espaço na região — Foto: Porte Engenharia/Divulgação

Os dois primeiros já foram entregues. O Platina 220, com 172 metros de altura, é o edifício mais alto de São Paulo, com 46 andares de lajes corporativas, suítes hoteleiras e apartamentos. O Crona 665, com lajes de 800 metros quadrados (80% delas locadas em apenas três meses), tem foco no segmento corporativo, filão pouco explorado na região.

“Quando soubemos que São Paulo tem 17 milhões de metros quadrados de edifícios corporativos, mas apenas 250 mil na Zona Leste, entendemos que era uma oportunidade para investir ali”, conta Igor Melro, diretor Comercial da Porte.

O próximo a ficar pronto é o Radial III, que tem projeto do escritório Aflalo & Gasperini e entrega prevista para 2027. Serão 160 mil metros quadrados no bairro do Belém, com hospital, centro de convenções e o maior teatro da cidade, com auditório para 1,6 mil pessoas.

MERCADO EM EBULIÇÃO


Antes mesmo de concluído, o Eixo Platina está sacudindo o mercado da região. Euler Bremm, sócio da Alset Imóveis, imobiliária especializada em alto padrão, conta que o valor do metro quadrado no Tatuapé e em Anália Franco pode saltar dos atuais R$ 9 mil para R$ 20 mil nos próximos anos.

Segundo o executivo, o perfil de consumidor também deve mudar com a vinda de pessoas de outros bairros e a expectativa de que os jovens optem pelo bairro para ficar mais próximos do trabalho com a consolidação de novos complexos empresariais.

“Muitos faziam faculdade e depois migravam para outras regiões porque não havia empresas sediadas no bairro. Agora, com as lajes corporativas, isso deve mudar e elevar o preço do metro quadrado residencial”, aposta Bremm.

De olho nesse perfil de comprador, a Diálogo Engenharia entrega em setembro o Línea Home Resort Tatuapé, com estúdios compactos e apartamentos de até 85 metros quadrados, além de lazer completo. “Desde 2020, os imóveis valorizaram 20%, e a demanda por locação aumentou 15%”, conta Eduardo Almeida, sócio-diretor da Revenda Imóvel Zona Leste.

O High Park, também da Diálogo, lançado em 2021, teve 90% das unidades de 110 a 140 metros quadrados já vendidas. “O consumidor local valoriza projetos com áreas de lazer completas e cozinhas grandes, para receber a família”, explica Guilherme Sallum Nahas, diretor da Diálogo.

Com metro quadrado a R$ 13,5 mil, o Plazas de Madrid, no Tatuapé, do Grupo Hernandez Construtora, deve ficar pronto em setembro de 2024. O prédio tem dois blocos com 28 pavimentos e dois apartamentos de 160 metros quadrados por andar.

Para o diretor Lucimar Angelo Fernandes, há demanda reprimida no bairro que só será atendida após a revisão do Plano Diretor e mudança de categoria das zonas comerciais e mistas. “Quando isso destravar, não haverá produto para atender a todos. E quem já tem imóvel de alto padrão na Zona Leste vai ter um ótimo rendimento”, acredita.

Leia a matéria: https://valor.globo.com/patrocinado/imoveis-de-valor/noticia/2022/08/26/a-transformacao-em-curso-na-zona-leste.ghtml